entretenimento

Após votação presidencial, Estados dos EUA avançam na descriminalização das drogas

72views

Eleitores americanos deram um passo significativo na flexibilização das leis sobre drogas na terça-feira (3), quando mais cinco Estados legalizaram o uso da maconha e Oregon se tornou o primeiro a descriminalizar o porte de pequenas quantidades de droga como cocaína, heroína e metanfetamina.

As medidas antidrogas estavam entre 120 propostas de leis estaduais e emendas constitucionais que foram votadas em 32 Estados. Segundo a agência Associated Press, as emendas abordam temas como drogas, direito de voto, desigualdades raciais, aborto, impostos e educação.

A iniciativa antidrogas do Oregon permite que as pessoas presas com pequenas quantidades de entorpecentes não sejam submetidas a julgamento ou presas. No lugar disso, há a possibilidade de pagarem multa de US$ 100 e participarem de um programa de recuperação para dependentes químicos. Os centros de tratamento para esses dependentes serão financiados com receitas obtidas pela venda de maconha legalizada, cuja descriminalização foi aprovada em 2015 pelo Estado.

Nova Jersey e no Arizona

Em Nova Jersey e no Arizona, os eleitores aprovaram medidas que legalizam o uso de maconha para adultos com 21 anos ou mais. Em Nova Jersey, o Legislativo agora terá que aprovar outra medida estabelecendo o novo mercado de maconha. A aprovação no Arizona ocorre depois de os eleitores do Estado terem rechaçado nas urnas proposta para legalizar o uso em 2016.

Dakota do Sul, Montana e Mississippi

A Dakota do Sul aprovou tanto o uso recreativo quanto o medicinal da maconha. A legalização da maconha recreativa foi aprovada pelos eleitores em Montana, enquanto o uso da maconha medicinal obteve sinal verde no Mississippi.

Há uma década a maconha recreativa era ilegal em todos os 50 Estados americanos. Colorado e Washington aprovaram a iniciativa em 2012, desencadeando movimento semelhante em outros Estados. Os defensores esperam que as vitórias de terça-feira, especialmente em Estados conservadores, possam aumentar a pressão para que o Congresso legalize a maconha em todo o país.

Ainda na noite de terça-feira, os eleitores da Louisiana aprovaram uma medida que define que não há direito constitucional estadual ao aborto — algo que poderia entrar em conflito com a legalização do aborto em todo o país e ir para a Suprema Corte dos EUA.

Já no Colorado, os eleitores rechaçaram uma medida para proibir o aborto após 22 semanas, a menos que a vida da mulher grávida esteja em perigo.

Fonte: Valor Econômico