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‘Baixa autoestima’ causa graves prejuízos

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Os problemas da baixa autoestima nas relações interpessoais.

As pessoas com baixa autoestima (ou autoestima rebaixada) apresentam alguns sinais que, às vezes, nem percebem.

Saber um pouco sempre isso é bom para que a própria pessoa possa fazer uma autoavaliação.

Isso porque, a autoestima rebaixada pode afetar as relações interpessoais, incluindo convivência familiar e profissional.

É muito comum que pessoas com autoestima rebaixada sofra de inveja e passe a competir com seus próprios familiares e amigos. Eis aí um grave problema.

É importante lembrar que o nível do “rebaixamento” da autoestima pode variar muito. Assim, pode ser algo de ser trabalhado ou controlado. Por outro lado, o problema de autoestima pode ser tão grave que a pessoa pode tornar-se manipuladora, invejosa, dissimulada, injusta, inescrupulosa e cruel.

A pessoa com sério problema de autoestima costuma a ter alguns sinais de forma consciente ou inconsciente:

  • a todo tempo tem uma enorme necessidade de autoafirmação;
  • a necessidade de autoafirmação pode transformar-se em necessidade de humilhar, denegrir, menosprezar, fazer bullying nos outros;
  • passa a competir por coisas banais, uma vez que o outro se torna um “concorrente”;
  • a competição/disputa pode ser por atenção em uma roda de amigos ou por 5 minutos de visibilidade fútil em uma roda de bate-papo;
  • uma vez que visibilidade, atenção e apreço é tudo que ele(a) precisa, passa a odiar quem tem esses elementos;
  • a disputa-se mistura-se com competição e inveja gerando um resultado diabólico;
    deixa de ajudar e contribuir com o outro, pois, na verdade, deseja que o outro não tenha sucesso e reconhecimento;
  • passa a manipular pessoas e situações para atingir a imagem ou reputação do(a) rival (amargura, ressentimento contra o “rival”);
  • passa a fofocar para manchar a reputação do(a) rival e fazer com que as pessoas não o(a) tenha apreço;
  • torna-se uma pessoa manipuladora, falsa, dissimulada e maquiavélica.

Enfim, são muitas as consequências de autoestima rebaixada.

Muitas vezes, a pessoa que sofre desse mal não tem noção da sua grandeza, bem como não tem noção que tem gente apta a saber o que está fazendo ou sofrendo.

Para nós, que trabalhamos com pessoas, analisando e avaliando perfis e comportamentos, fica fácil identificar esse triste problema.

Por vezes, 5 minutos em uma roda de amigos já é possível identificar a pessoa com problema de autoestima, uma vez que esta demonstra, de forma inconsciente, visível incômodo por coisinhas banais, disputando atenção e desesperada por proeminência. Assim, o que seria um simples bate-papo torna-se uma disputa de alta performance.

Alguns de nós poderíamos dizer: “Eu sei o que você está fazendo” … “Estou vendo” … “A mim você não engana”.

Mas, o correto seria ter compaixão e aconselhar a pessoa doente a procurar ajuda de um(a) bom(a) terapeuta.

Da Redação