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BNDES: Consórcio é escolhido para estudar propostas entre Correios e iniciativa privada

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O consórcio Carta Brasil foi selecionado para realizar estudos e definir alternativas de parcerias com a iniciativa privada para o serviço postal brasileiro. Em comunicado sobre o tema, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detalhou que o consórcio é formado pela KPMG e pela Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados.

Ainda de acordo com a instituição de fomento, o Carta Brasil também será o responsável pelos serviços de due diligences contábil e jurídica e de avaliação econômico-financeira dos Correios. O BNDES lembra que due diligence é o nome dado para levantamento prévio que avalia condições e riscos da empresa que é alvo de processo de negociação. No entendimento do banco, a avaliação dará mais segurança aos potenciais parceiros privados para investir nos Correios.

1 de 1 — Foto: Elza Fiuza/ABr

— Foto: Elza Fiuza/ABr

Segundo o BNDES, o consórcio foi vencedor do processo seletivo coordenado pelo banco, por ter oferecido o menor preço pelo serviço, de R$ 9.322.300,82.

O banco detalhou, em seu informe, que estudos para desestatização do serviço postal já estão em andamento desde agosto de 2020 e tiveram sua fase 2 iniciada com a inclusão dos Correios no Programa Nacional de Desestatização (PND) em abril. Nessa fase, o consórcio Carta Brasil atuará em conjunto com o BNDES e com o Consórcio Postar, composto por Accenture e Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados, já contratados em fase 1 do processo.

O banco explicou que, na fase 1 do projeto, foram elaborados estudos de mercado, diagnóstico setorial nacional e internacional, estudo regulatório e proposição de alternativas de parcerias. Já na fase 2 está previsto aprofundamento e detalhamento de modelo a ser adotado para a liberalização e desestatização do setor postal, a partir das alternativas aprovadas pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (CPPI). É nesta fase, pontuou o banco, que será feita avaliação econômico-financeira dos Correios, após due diligence contábil e jurídica da empresa – que servirá de apoio à modelagem da concessão do serviço postal.

O modelo final que será submetido novamente ao CPPI, informou o BNDES, deverá considerar atendimento universal do serviço postal em todo o território nacional, bem como melhoria na qualidade do atendimento aos clientes, entre outras premissas, salientou o banco, no informe veiculado hoje sobre o tema.

Fonte: Valor Econômico