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Campanha tensa entre Trump e Biden chega ao clímax com milhões nas urnas

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Resultado nos EUA deve atrasar e ser contestado na Justiça — Foto: Imagem Valor Econômico

Resultado nos EUA deve atrasar e ser contestado na Justiça — Foto: Imagem Valor Econômico

Dezenas de milhões de americanos foram às urnas desde o início da manhã desta terça-feira para decidir quem deve ocupar a Presidência dos Estados Unidos pelos próximos quatro anos, além dos novos integrantes da Câmara dos Deputados e 35 senadores.

Depois de uma longa e tensa campanha eleitoral, os americanos terão de escolher entre um presidente que promete mais quatro anos de restrições migratórias e de políticas comerciais populistas e um candidato que promete gastar trilhões de dólares para reativar a economia enquanto adota um estilo de liderança mais tradicional.

Quase 100 milhões de americanos já votaram de forma antecipada, um número sem precedentes na história do país, para decidir se darão uma nova chance a Donald Trump ou se o substituirão por Joe Biden, que entrou no dia da eleição liderando as pesquisas nacionais e nos principais Estados-chave para o pleito.

Trump começou a terça-feira com uma entrevista ao canal Fox News, na qual prometeu não declarar vitória de forma prematura, enquanto Biden visitou o túmulo de seus filhos em Wilmington, em Delaware, antes de fazer uma aparição final de campanha na Pensilvânia.

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Uma longa fila de eleitores se forma fora de igreja em Duluth, Minnesota, nos Estados Unidos — Foto: Alex Kormann/Star Tribune via AP

Uma longa fila de eleitores se forma fora de igreja em Duluth, Minnesota, nos Estados Unidos — Foto: Alex Kormann/Star Tribune via AP

O presidente também visitou um comitê de campanha na Virgínia, nos arredores de Washington, para agradecer aos funcionários que trabalharam para elegê-lo. Ele afirmou que o país está “superando” a covid-19, embora o número de casos esteja crescendo em várias partes dos EUA.

Questionado se os eleitores indecisos deveriam escolhê-lo, Trump respondeu: “Tínhamos a melhor economia… ninguém nunca tinha visto nada como isso. Agora, temos que construí-la de novo.”

Na Pensilvânia, Biden conversou brevemente com representantes de um sindicato de carpinteiros em Scranton, sua cidade natal. Segurando um megafone, o ex-vice-presidente destacou suas raízes e disse que se tornou candidato para “restaurar a alma” do país e reconstruir a classe média.

A disputa pela Casa Branca na reta final de campanha foi focada na Pensilvânia e em Estados vencidos por Trump no Meio-Oeste do país. O presidente fez uma série de comícios para tentar incentivar seus eleitores a votar, enquanto Biden respondia criticando a resposta da Casa Branca à pandemia, pedindo que os americanos apoiem uma mudança na liderança do país.

As perspectivas de protestos e distúrbios após as eleições fizeram com que comerciantes e empresas em cidades como Washington, a capital do país, Los Angeles e Nova York instalassem tapumes nas vitrines das lojas. Ao redor da própria Casa Branca, uma cerca foi erguida.

Os primeiros Estados a fecharem as urnas hoje serão Indiana e Kentucky, às 20h (de Brasília). Na Flórida, chave para as eleições, a votação termina às 22h. O último a encerrar o pleito é o Alaska, no Oeste do país, às 3h de quarta-feira.

A primeira eleição americana realizada em meio a uma pandemia em mais de cem anos ajudou a aumentar o número de americanos que votou de forma antecipada, seja pelo Correio ou presencialmente.

Vários Estados têm dúvidas se conseguirão apurar os votos rapidamente. Ambas as campanhas montaram equipes de advogados, já se preparando para um cenário de contestações judiciais dos resultados em alguns lugares.

Fonte: Valor Econômico