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Chefe da força-tarefa da Greenfield deixa o cargo; PGR busca solução

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O chefe da força-tarefa da operação Greenfield, procurador Anselmo Lopes, anunciou que deixará o cargo na 3ª feira (8.set.2020). O anúncio foi feito à PGR (Procuradoria Geral da República) na 5ª feira (3.set.2020), mas só foi divulgado nesta 6ª (4.set). Um novo procurador assumirá o posto, mas seu nome ainda não foi divulgado.

Na Greenfield, são apuradas denúncias de desvios em fundos de pensão. Um dos investigados é o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A investigação aberta em 2016 teve seu ponto alto com a prisão de Geddel Vieira Lima, ex-ministro do governo Michel Temer. O motivo: foram encontradas malas com R$ 51 milhões sem origem declarada em 1 apartamento do político em Salvador.

O procurador justificou sua saída dizendo que não tinha como continuar com as investigações sozinho. Recentemente, a PGR renovou por 12 meses o prazo de atuação do grupo. Mas deixou apenas Lopes com dedicação exclusiva. Todos os outros integrantes atuariam em mais investigações.

Essa decisão foi tomada pelo vice-procurador-geral, Humberto Jacques, que, no passado, criticou o modelo de força-tarefa que se multiplicou no MPF (Ministério Público Federal) nos últimos anos. Disse que o modelo é incompatível com o órgão e atrapalha o trabalho das unidades nos Estados.

Esse argumento foi usado pela procuradora Viviane de Oliveira Martinez para criticar a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo. Enviou ofício ao procurador-geral, Augusto Aras, em maio. O grupo pediu demissão coletiva nesta 4ª feira (2.set).

Contornando a situação

A PGR divulgou nota nesta 6ª feira informando que busca soluções para equacionar os processos e investigações já em andamento após a debandada desta semana. “O vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, enviou, nesta sexta-feira (4), ofício ao procurador natural da Força-Tarefa Greenfield, à chefia da Procuradoria da República no Distrito Federal, à Câmara de Combate à Corrupção e à Corregedoria do MPF (Ministério Público Federal), solicitando informações na busca de estratégias para garantir a continuidade das investigações“, disse a PGR.

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Poder360