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Cientistas e militares podem monitorar desmatamento, defende novo presidente do Inpe

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O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, nomeou na 6ª feira (2.out.2020) o engenheiro eletricista Clezio Marcos De Nardin, 48 anos, para ser o novo presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União). Eis a íntegra (970 KB).

A direção do instituto era ocupada interinamente pelo militar Darcton Policarpo Damião desde agosto de 2019. Ele assumiu o posto depois que o então diretor, o físico Ricardo Galvão, foi demitido após embates com o presidente Jair Bolsonaro.

Servidor de carreira no Inpe, Clezio Marcos De Nardin era coordenador-geral de Ciências Espaciais e Atmosféricas do próprio instituto. Mestre e doutor em geofísica espacial, ele foi 1 dos criadores do programa de monitoramento do clima espacial do órgão.

Em entrevista ao jornal O Globo, disse que o monitoramento do desmatamento na Amazônia pode ser realizado por militares. Mas, defendeu que órgãos civis continuem a fazer esse trabalho. Segundo ele, pesquisadores não podem ser “cerceados”.

“Se os militares querem fazer [o monitoramento de desmatamento], ótimo. Não vejo problema. Agora, não se pode é cercear pesquisadores de fazer pesquisa. É 1 princípio da ciência. Enquanto eu estiver no comando, o Inpe pretende continuar fazendo pesquisas”, afirmou.

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Clezio disse que não vê os militares como inimigos. “Eu não posso dizer ao governo o que ele deve ou não fazer. Como cientista, vou continuar fazendo pesquisa, incentivar a pesquisa no Inpe. Não vejo os militares como inimigos, como uma instituição tomando ou roubando algo do Inpe. Vejo como um grupo que quer monitorar também”, completou.

Divulgação de dados

Em entrevista na 6ª feira (2.out), Clezio disse que não há nenhuma indicação de que o órgão possa mudar a forma de divulgar informações sobre desmatamento e queimadas, alvo de críticas do governo. Atualmente, os dados são abertos.

Questionado sobre a declaração do vice-presidente Hamilton Mourão, de que haveria 1 funcionario “oposicionista” no Inpe, o novo diretor da instituição disse que o Inpe não faz política. “O Inpe faz ciência. Eu faço ciência, não faço política. A César o que é de César. A Deus o que é de Deus. Políticos fazem política. Eu faço pesquisa”, disse.

Sobre críticas de Bolsonaro e Mourão ao órgão, Nardim afirmou que isso se deve, em parte, a falhas na comunicação do Inpe e convidou Bolsonaro a visitar as instalações do instituto.

“A imagem do Inpe precisa melhorar. Fica o meu convite público ao presidente Bolsonaro, ao meu ministro [Marcos Pontes]. Venham visitar o Inpe. Estou de braços abertos. Conclamo os dois a fazer uma visita. Abro tudo, todos os processos e tenho certeza de que, sensibilizados, verão a joia rara que temos no nosso trabalho”, disse.

“[Crítica] É sinal de que não estamos nos comunicando de forma adequada. Por não nos comunicarmos adequadamente, peço desculpas”, completou.

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Poder360