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Compra da MGM pela Amazon passará por revisão da FTC

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A compra da MGM pela Amazon será investigada pela Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), segundo fontes ouvidas pelo site ‘The Information’. A aquisição, então, passará por uma revisão “aprofundada” para verificar se há um abuso na prática de antitruste.
A MGM não quis comentar o caso com o site Engadget.

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Em junho deste ano, a senadora Elizabeth Warren solicitou à comissão uma revisão meticulosa dessa compra. O pedido foi feito de forma a garantir a livre concorrência no mercado e que os consumidores não sejam prejudicados.

Na ocasião, Elizabeth listou as consequências negativas que um acordo desses pode ter. “Além dos impactos mais amplos que esta transação pode ter sobre os trabalhadores, pequenas empresas e a concorrência em geral, uma vez que a Amazon – que já domina vários mercados – acelera seu comportamento monopolista agressivo”, disse em texto.

Conforme estimativa do jornal The Wall Street Journal, a compra movimentará quase US$ 8,5 bilhões (aproximadamente R$ 42,25 bilhões, em conversão direta).

Apesar da significativa expansão dos negócios, para a Amazon o importante é o acervo do estúdio. “O valor financeiro real por trás deste acordo é o tesouro de [propriedade intelectual] no profundo catálogo que planejamos reimaginar e desenvolver junto com a talentosa equipe da MGM”, disse Mike Hopkins, vice-presidente sênior do Prime Video e do Amazon Studios.

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Assim, a aquisição dos estúdios pela gigante de tecnologia pode levar mais tempo do que o previsto.

Uma investigação desse tipo já era esperada quando Lina Khan, crítica frequente da Amazon, foi nomeada presidente da FTC. Aliás, o medo de uma repressão fez a gigante da tecnologia pedir que Lina não participasse de qualquer julgamento referente à empresa. Porém, não se espera isso ocorra.

A investigação da FTC não representa um bloqueio na compra da MGM. Porém, pode sim significar a imposição de condições adicionais e um atraso na negociação. No passado, o Google teve que esperar mais de um ano para concluir a aquisição do Fitbit.

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Fonte: Olhar Digital