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Conheça os objetivos das 2 novas missões a Vênus anunciadas pela Nasa

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Depois da Lua, vênus é o objeto mais brilhante do céu noturno (Foto: Nasa/JPL)
Depois da Lua, vênus é o objeto mais brilhante do céu noturno (Foto: Nasa/JPL)

A Nasa anunciou na última quarta-feira (2) que enviará duas missões a Vênus até o ano de 2030, como parte de seu Programa Discovery, cujo objetivo principal é investigar o Sistema Solar e seus mistérios. A última vez que a agência norte-americana lançou uma espaçonave até o planeta foi em 1990. 

A intenção das missões será estudar como o segundo planeta mais próximo do Sol adquiriu sua atmosfera infernal, com temperatura de 482 graus Celsius na superfície – calor capaz de derreter chumbo. As duas jornadas ganharam os nomes de DAVINCI+ e VERITAS e contarão com quatro espaçonaves. 

A missão DAVINCI+, cujo nome remete ao pintor renascentista Leonardo Da Vinci, também corresponde à sigla em inglês de “Investigação de Gases Nobres, Química e Imagens da Atmosfera Profunda de Vênus” (ou Deep Atmosphere Venus Investigation of Noble Gases, Chemistry and Imaging). Sua ideia será investigar a atmosfera do planeta para entender sua evolução e formação e, assim, determinar se ele já teve um oceano.

Um equipamento da missão adentrará na atmosfera venusiana fazendo medições precisas de gases nobres e outros elementos. A DAVINCI+ também irá revelar as primeiras imagens em alta resolução das características geológicas do planeta, o que pode ajudar a entender se ele tem placas tectônicas tal como a Terra.

Imagem ilustrativa com base em imagens de radar mostra as crateras de impacto em Vênus (Foto: Nasa/Jet Propulsion Laboratory)
Imagem ilustrativa com base em imagens de radar mostra as crateras de impacto em Vênus (Foto: Nasa/Jet Propulsion Laboratory)

Já VERITAS significa “verdade” em latim e terá como foco o mapeamento da superfície desse outro mundo para traçar sua história geológica. Além disso, os cientistas irão criar reconstruções em 3D da topografia de Vênus, a fim de investigar se existe vulcanismo e placas tectônicas ativas por lá.

“Estamos acelerando nosso programa de ciência planetária com intensa exploração de um mundo que a Nasa não visita há mais de 30 anos”, diz Thomas Zurbuchen, administrador associado da agência espacial norte-americana, em comunicado.

De acordo com Zurbuchen, tecnologias de ponta desenvolvidas ao longo de anos serão usadas nos projetos, inaugurando uma “nova década” na compreensão sobre o planeta. O porta-voz acrescentou ainda que as missões ajudarão a descobrir mais sobre o Sistema Solar, mas abrirão portas para que cientistas investiguem também exoplanetas.

As missões proporcionarão ainda trocas de conhecimento com outros projetos científicos da Nasa, como o Telescópio Espacial James Webb, que promete ser o sucessor do Hubble. O lançamento do equipamento, marcado originalmente para 31 de outubro, foi adiado para o mês de novembro, segundo o site Space News.

Galileu