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Dólar tomba a R$ 5,03 com ação do BC e decisão sobre juros

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O dólar comercial intensificou a queda durante a tarde e fechou na marca de R$ 5,03, no menor patamar desde junho. Em um dia de firme valorização dos contratos de commodities, com o petróleo disparando, o alívio no câmbio foi sustentado pela atuação do Banco Central no mercado de moedas com venda de contratos de swap cambial e uma postura mais firme do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os rumos da Selic.

O dólar comercial recuou 2,63%, aos R$ 5,0376, depois de tocar R$ 5,0316 no ponto mais baixo do dia. Com isso, atingiu a mínima de fechamento desde 10 de junho quando ficou em R$ 4,9334. Hoje, o real brasileiro teve, de longe, o melhor desempenho do dia entre as principais divisas globais.

Ontem, após o fechamento, o Banco Central anunciou a venda de até 16 mil contratos de swap cambial em lote adicional – ou seja, não se trata de uma rolagem de contratos que vão vencer, mas sim uma adição de liquidez no sistema. Hoje, a oferta foi integralmente vendida ao mercado. Com isso o Banco Central vai atender a boa parte da demanda dos bancos por dólares neste fim de ano.

O alívio no câmbio se apoiou ainda no tom mais duro adotado ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os rumos da Selic. A instituição sinalizou que pode retirar em breve o “forward guidance” (indicação futura de manutenção dos juros) em um sinal de que prepara o terreno para uma futura normalização da política monetária.

Para Rafael Sabadell, analista da Verus Capital, o comunicado do Copom traz expectativa de juros mais altos em prazo mais curto do que vinha sendo esperado. “Juros mais altos ajudam o câmbio. Ao mesmo tempo, a questão do swap tira a pressão que vinha pelo lado de fluxos cambiais principalmente agora para o fim do ano”, afirma.

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— Foto: Pexel

Fonte: Valor Econômico