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Equatorial: Prevemos aporte de capital na CEEE-D, principalmente para reestruturar dívida

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Vencedora do leilão de privatização da distribuidora gaúcha CEEE-D, a Equatorial Energia prevê realizar um aporte de capital na companhia recém-adquirida, principalmente para reestruturar a dívida bilionária. “Mas isso [aumento de capital] vai depender da nossa entrada na concessão para estabelecer o melhor momento”, disse o diretor de regulação e novos negócios da Equatorial, Tinn Amado, em coletiva de imprensa após a realização do leilão.

O executivo explicou ainda que a CEEE-D teve seu cronograma para cumprimento de metas regulatórias deslocado, com o objetivo de dar mais tempo para que o novo controlador atinja os parâmetros necessários junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Amado destacou que a Equatorial tem duas outras distribuidoras na mesma situação, no Alagoas e no Piauí. “Não tem sido problema nessas concessões e no caso da CEEE-D também não será.”

O diretor da Equatorial também observou que o processo de caducidade da concessão da CEEE-D será interrompido com a troca do controle. Na semana passada, a agência instaurou novo processo que poderia levar à extinção da concessão, em razão da CEEE-D ter descumprido indicadores econômicos por dois anos consecutivos, violando um compromisso assumido em 2015.

Segundo o diretor da Equatorial, o processo da CEEE-D se mostrou atrativo para a companhia por diversos aspectos. Como exemplo, citou o perfil da área de concessão da distribuidora e a base de remuneração regulatória (BRR) “robusta”. “Do ponto de vista de diversificar o risco da Equatorial, é bastante interessante também. Atuamos no Norte e Nordeste, a região Sul tem uma percepção diferente, a parte de arrecadação é muito mais simples do que verificamos nas nossas concessões.”

A Equatorial Energia foi a única companhia a entregar propostas no leilão de privatização da CEEE-D, batendo as apostas do mercado, que tinha a CPFL Energia como a grande favorita para disputar o ativo. No certame, o grupo ofereceu R$ 100 mil pela distribuidora, um ágio de 100% sobre o preço mínimo de R$ 50 mil definido em edital.

Especializada em reestruturação de distribuidoras, a Equatorial é uma empresa de capital pulverizado e tem entre seus acionistas a Squadra Investimentos, Opportunity, BlackRock e o Canada Pension Plan (CPPIB). Possui atualmente concessionárias de distribuição no Maranhão, Pará, Alagoas e Piauí, sendo que as últimas duas foram arrematadas em leilões de privatização realizados pela Eletrobras em 2018.

Fonte: Valor Econômico