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Ibovespa tem sétima semana consecutiva de alta

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O Ibovespa garantiu sua sétima semana consecutiva de alta, mas, na reta final do pregão de hoje, perdeu fôlego. Ao longo da semana, com valorização acumulada de 2,50%, o índice foi sustentado pelo fluxo estrangeiro, disparada das commodities e expectativa com a aprovação de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos. Na máxima hoje, o principal indicador da bolsa brasileira chegou a subir 0,82%, aos 119.370 pontos.

No fim da sessão da sexta-feira, no entanto, a piora das bolsas em Nova York, aliada a uma realização de lucros e menor liquidez, levaram o Ibovespa para a mínima dos 117.638 pontos (-0,64%).

Após ajustes, o Ibovespa fechou em queda de 0,32%, aos 118.024 pontos. No mês, sobe 8,38% e, no ano, avança 2,06%.

O volume financeiro totalizou R$ 22,6 bilhões, acima da média diária de 2020, de R$ 21,04 bilhões, mas um pouco abaixo da vista em dezembro, de R$ 23,9 bilhões.

Após recuarem quase 1%, os índices acionários em Nova York também amenizaram as perdas. Em Nova York, o Dow Jones encerrou em baixa de 0,41%, S&P 500 caiu 0,35% e Nasdaq cedeu 0,07%. Segundo profissionais do mercado, segue por lá o impasse para a aprovação do novo pacote de estímulos.

Assim, investidores adotam a postura de cautela antes da decisão, que deve se estender pelos próximos dias, e em um ambiente de baixa liquidez em função das festas de fim de ano.

No Ibovespa, as ações de empresas ligadas às commodities foram novamente os destaques entre as altas. Usiminas PNA subiu 4,96%, CSN ON (3,33%), Suzano ON (2,67%), Metalúrgica Gerdau PN (2,61%), Gerdau PN (1,76%) e Vale ON (0,69%).

No caso de Vale e siderúrgicas, há o benefício do preço do minério de ferro, com alta de 78,43% no ano e de 3,72% hoje, a US$ 164,39 a tonelada no porto de Qingdao, e também da aceleração da economia chinesa e da demanda por aço no mercado brasileiro. No caso da Suzano, a perspectiva também é positiva para o preço da celulose.

Por outro lado, Petrobras ON recuou 1,04%, Petrobras PN (-0,50%) e PetroRio ON (-2,58%), mesmo com a alta de 1,3% do petróleo Brent para fevereiro, a US$ 52,17 o barril. A explicação, segundo profissionais, está na realização de lucros, após alta acumulada de mais de 13% nesta semana.

Embora o pregão de hoje tenha sido no negativo, a perspectiva é de valorização do Ibovespa até o fim do ano e continuidade em 2021. O Santander, por exemplo, projeta o índice em 135 mil pontos em 2021.

A explicação, segundo Daniel Gewehr, estrategista-chefe de ações do Santander, está na perspectiva positiva para o lucro das empresas listadas, baixo posicionamento do investidor estrangeiro, rotação global para ações cíclícas e valuation atrativo. O fenômeno, entretanto, não é somente brasileiro e sim de todas as bolsas na América Latina.

Segundo Gewehr, embora o Ibovespa tenha zerado as perdas em 2020 — alta de 2,06% —, ainda cai em dólar, mais de 18%. Logo é atrativo para o estrangeiro. “Essa foi a sexta semana consecutiva de entrada de recursos para América Latina e Brasil é destaque na tendência de revisão de lucro, valuation de moeda, melhoria de retorno e também porque ficou para trás”, afirma.

Em dezembro, a entrada líquida do investidor estrangeiro soma R$ 11,57 bilhões na bolsa brasileira, que somado ao saldo de novembro chega a R$ 44,89 bilhões.

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Fonte: Valor Econômico