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Índia quebra próprio recorde e tem quase 98 mil casos de covid-19 em 24h

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A Índia voltou a quebrar nesta quinta-feira o recorde global de casos confirmados de covid-19 em um único dia, marca estabelecida por ela própria. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde e Bem-Estar, o país diagnosticou mais 97.894 pessoas com a doença nas últimas 24 horas, chegando a um total de 5.118.253.

A alta ocorre um dia depois de a Índia tornar-se o segundo país do mundo a ultrapassar a marca de 5 milhões de casos. Com um ritmo acelerado de testes, os indianos estão cada vez mais próximos dos Estados Unidos, com 6,6 milhões de pessoas diagnosticadas desde o início da pandemia, e mais distantes do Brasil, que contabilizou 4,4 milhões de infecções até agora.

O número de mortes relacionadas à covid-19 subiu para 83.198, com mais 1.132 óbitos registrados nas últimas 24 horas, de acordo com o balanço publicado pelas autoridades do país hoje. Há duas semanas, a Índia contabiliza mais de mil mortes por dia de pessoas que foram infectadas pelo Sars-CoV-2.

1 de 1 — Foto: Rafiq Maqbool/AP

— Foto: Rafiq Maqbool/AP

As cifras são bem menores que as registradas nos Estados Unidos (196,8 mil) e no Brasil (134,1 mil), mas especialistas em saúde pública dizem que há grande subnotificação nos números divulgados pela Índia.

Vários líderes da oposição criticaram hoje a gestão da crise pelo governo de Narendra Modi na volta dos trabalhos do parlamento indiano. Segundo a agência Associated Press, eles disseram que o confinamento decretado ainda em março foi abrupto e que não houve tempo para que os governadores se preparassem para aplicar as medidas do governo.

A rígida quarentena aplicada por Modi fez com que milhões de pessoas, sem trabalho nas principais áreas urbanas por causa da paralisação da economia, voltassem para o interior rural do país. Especialistas dizem que esse movimento migratório foi responsável por espalhar o vírus por toda a Índia.

O ministro da Saúde, Harsh Vardhan, defendeu a resposta do governo à covid-19 e disse que o confinamento preveniu 3 milhões de casos e 78 mil mortes.

Fonte: Valor Econômico