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Inflação deve chegar a 7,8% no acumulado de 12 meses até junho, diz BC

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A inflação do país deve chegar a 7,8% no acumulado de 12 meses até junho, segundo projeções do BC (Banco Central). A estimativa consta no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta 5ª feira (25.mar.2021). Eis a íntegra (3 MB).

Até fevereiro, a inflação acumulada em 12 meses estava em 5,2%. Depois de acelerar para 7,8% em junho, a autoridade monetária calcula que o percentual deve desacelerar no 2º semestre. As projeções para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) são de 5% para o fim de 2021, de 3,5% para 2022 e de 3,5% para 2023.

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Os cálculos foram feitos com base na taxa básica de juros, a Selic, prevista pelo mercado financeiro no Boletim Focus –considerando o relatório publicado até 16 de março. Na ocasião, os economistas indicavam juros de 4,5% em 2021, 5,5% em 2022 e 6% em 2023.

Esse é o cenário mais esperado pelo Banco Central. Mas a autoridade monetária traçou cenários alternativos com um conjunto de variáveis na situação econômicas que indicam que pode haver piora no poder de compra da população.

São 3 cenários alternativos:

  • piora da percepção das contas públicas do país;
  • agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil;
  • mescla dos fatores acima (15% de intensidade no cenário de risco fiscal e 50% no agravamento adicional da pandemia).

“Esses cenários procuram ilustrar, de forma quantitativa, possíveis efeitos de eventual materialização de riscos ressaltados pelo Copom [Comitê de Política Monetária]. Ressalta‑se que, como a trajetória Selic assumida é a mesma do cenário central, esses cenários não incorporam efeitos de possível reação do BC”, disse.

No cenário de piora da percepção da situação fiscal, o BC tem enfatizado a importância de preservação do processo de reformas e ajustes da economia. Segundo a autoridade monetária, questionamentos sobre a continuidade dessas medidas e alterações de “caráter permanente” no processo de ajuste das contas públicas têm o potencial de aumentar a incerteza no país, subir os prêmios de risco e a taxa de juros da economia e depreciar o real em relação ao dólar.

O Brasil perdeu o grau de investimento das 3 principais agências de risco nos últimos anos: S&P (9.set.2015), Fitch (16.dez.2015), e Moody’s em (24.fev.2016). “Esses desenvolvimentos, associados a uma revisão das expectativas de crescimento para os anos seguintes, levaram a uma elevação da incerteza, do câmbio e dos prêmios de risco”, disse o BC.

Na situação atual, o descolamento das projeções inicia no 4º trimestre de 2021, e a inflação terminaria o ano aos 5,7%, acima da meta, de 3,75%, e do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (de 2,25% a 5,25%). Isso obrigaria o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a dar explicações para o descumprimento dos objetivos inflacionários.

Ainda nesse cenário, o IPCA encerraria aos 5,9% em 2022, o que é 2,4 pontos percentuais acima da meta do próximo ano (3,5%).

No 2º cenário alternativo, de agravamento da pandemia, haveria importantes efeitos sociais e econômicos, segundo o BC.

“A incerteza sobre a velocidade em que a vacinação se dará, assim como sobre a própria dinâmica de contágio do vírus, são questões relevantes dentro dos prognósticos da atividade econômica e da inflação”, afirmou.

A piora da pandemia pode atrasar o processo de recuperação econômica, produzindo trajetória de inflação abaixo do esperado.

Nesse cenário, a inflação terminaria o ano em 4,5%. Em 2022, aos 3,2%.

“No cenário-base, a projeção para o Produto Interno Bruto é de recuo moderado ao longo do 1º semestre, seguido de recuperação relevante nos últimos 2 trimestres do ano”, afirmou o BC. “Outras variáveis de atividade, como a taxa de desemprego e emprego do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), também apresentam desempenho inferior nesse cenário”, completou.

COMBINAÇÃO DE CENÁRIOS

O Banco Central mesclou os cenários de piora da pandemia e aumento dos riscos fiscais. Nesse contexto, o IPCA ficaria acima do centro da meta em 2021 e 2022, mas dentro do intervalo de tolerância para os 2 anos.

“Os efeitos da materialização dos riscos fiscais começam a impactar a economia no final de 2021 e passam a predominar a partir do 2º trimestre de 2022. Assim, em comparação ao cenário-base, a projeção nesse cenário alternativo é 0,1 p.p. menor para 2021 e 0,2 p.p. maior para 2022″, disse o BC.

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