política

Investimento cresce 2,2% em agosto e tem 2ª alta consecutiva, mostra Ipea

36views

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), medida dos investimentos em máquinas, equipamentos, construção civil e pesquisa, cresceu 2,2% em agosto, frente a julho, com ajuste sazonal, segundo indicador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira.

Trata-se do segundo mês consecutivo de recuperação dos investimentos, que haviam crescido 4,3% em julho, frente ao mês imediatamente anterior. O indicador busca antecipar os investimentos medidos no Produto Interno Bruto (PIB), que será divulgado no início de dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

1 de 1 — Foto: Christopher Burns/unsplash

— Foto: Christopher Burns/unsplash

Quando comparado a agosto de 2019, o Ipea mediu queda de 2,2% dos investimentos, diante dos efeitos da pandemia no ritmo da economia e na confiança de empresários. O indicador acumula agora baixa de 4,9% no ano e de 2,7% nos últimos 12 meses.

De julho para agosto, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) — produção nacional destinada ao mercado interno, acrescida de importações — avançou 1,2%, com ajuste sazonal, após alta de 11,4% no mês anterior. A produção nacional aumentou 1,3% em agosto, terceira alta seguida.

Outra boa notícia foi o indicador de construção civil, que teve alta de 3,2% em agosto, frente a julho, na série dessazonalizada. Foi o terceiro crescimento consecutivo, após expansão em junho (2,8%) e julho (8,2%). O segmento avança 16,6% no trimestre móvel.

O terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos (propriedade intelectual, lavouras permanentes, gado de reprodução) teve queda de 1,2% em agosto.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, os resultados foram heterogêneos. Enquanto os segmentos máquinas e equipamentos e outros ativos fixos registraram quedas, o componente da construção apresentou crescimento de 7,3% sobre agosto de 2019. Na comparação trimestral, os resultados foram similares.

Fonte: Valor Econômico