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Juiz dá 48h para CBF explicar falta do número 24 na seleção brasileira

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A Justiça determinou nesta 4ª feira (30.jun.2021) que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) explique, em até 48h, a ausência do número 24 nas camisas usadas pelos jogadores da seleção brasileira nos jogos da Copa América. A decisão do juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), impõe multa diária de R$ 800,00 em caso de descumprimento. Eis a íntegra (94 KB).

No Brasil, o número 24 é usado como ofensa a homossexuais por ser o número referente ao veado no jogo do bicho. O animal é associado pejorativamente a homens gays. Reportagem do UOL mostrou que a seleção brasileira é a única equipe da Copa América que não tem nenhum jogador inscrito com o número 24.

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A ação foi movida pelo Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT. Além da questão envolvendo a camisa 24, a CBF terá que responder:

  • se a não inclusão do número 24 nos uniformes é uma política deliberada;
  • qual departamento da instituição é responsável pela deliberação dos números;
  • quais as pessoas e funcionários são responsáveis pela definição da numeração;
  • se existe alguma orientação da FIFA ou da Conmebol sobre o registro de atletas com a camisa 24.

No processo, o grupo afirma que “o fato da numeração da seleção brasileira pular o número 24, considerando a conotação histórico cultural que envolta esse número de associação aos gays, deve ser entendido como uma clara ofensa a comunidade LGBTI+ e como uma atitude homofóbica”. 

O juiz escreveu que a adoção da medida é importante dado a popularidade do futebol, “esporte que ainda se insere nessa tradição masculina”. 

“Da mesma forma, tem se mostrado cada vez com maior clareza o importante papel que a adoção de medidas afirmativas no âmbito das práticas esportivas exercem para o incremento dessa luta, com ênfase para aqueles esportes tradicionalmente considerados no universo masculino”, afirmou.

O magistrado também escreveu que a luta da comunidade LGBTQIA+ pelo fim da discriminação e com o reconhecimento do seu direito a uma convivência plena na sociedade, é “amplamente conhecida”. 

Até a publicação desta reportagem a CBF não havia se manifestado. O Poder360 entrou em contato com a entidade mas não houve resposta.

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Poder360