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Kátia Abreu diz que Ernesto Araújo tem “memória seletiva” na CPI da Covid

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Em uma das falas mais contundentes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado nesta 3ª feira (18.mai.2021), a senadora Kátia Abreu (PP-TO) afirmou que o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo é um “negacionista compulsivo”, foi uma “bússola para o caos” à frente do órgão e tem “memória seletiva” na comissão.

Imagino que o senhor tenha memória seletiva, para não dizer uma memória leviana. O senhor não se lembra de nada do que importa e do que ocorreu efetivamente e se lembra de questões mínimas, supérfluas e até mesmo não verdadeiras, como vem fazendo aqui todo esse momento. A impressão que se tem é que existe um Ernesto que fala conosco e um outro Ernesto que eu não sei onde fica, nas redes, na internet, nos artigos, nos blogs, falando coisas totalmente diferentes“, disse a senadora.

Kátia Abreu afirmou ainda que o comércio brasileiro com outros países aumentou a despeito da atuação de Araújo no Itamaraty e criticou a condução da relação entre o Brasil e a China em sua gestão. Para ela, faltou “diplomacia, empatia, agrado, conversa, diálogo” não somente nas negociações em torno da compra de vacinas contra a covid-19, mas também na habilitação de 56 novos frigoríficos brasileiros que estão em Pequim e ainda não estão em funcionamento.

Isso dobraria as nossas exportações de carnes para a China, porque os frigoríficos habilitados hoje já estão no top das suas exportações. Então, estamos tendo prejuízo, sim”, afirmou. A senadora disse ainda que 85% dos imunizantes aplicados no Brasil vieram do país asiático.

Kátia Abreu encerrou sua fala sem fazer perguntas ao ex-ministro, por isso, ele não respondeu a nenhuma das afirmações feitas pela congressista.

Esse não foi o 1º embate entre Kátia Abreu e Ernesto Araújo. Pouco antes de sua demissão do Itamaraty, o ex-chanceler publicou em suas redes sociais parte de uma conversa reservada que teve com a senadora em um almoço. Na publicação, ele sugeriu que os senadores o poupariam de ataques se ele desse declaração em apoio à adoção de tecnologia chinesa para a internet 5G no Brasil.

Na época, Kátia Abreu reagiu e disse que Araújo agia de “forma marginal” e estava “à margem de qualquer possibilidade de liderar a diplomacia brasileira”. Dias depois, Araújo foi demitido.

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Poder360