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Laureate tem prejuízo 716% maior, com desvalorização de moedas e perda de ativos vendidos

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O prejuízo líquido da Laureate subiu 716%, para US$ 784,4 milhões, no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o grupo americano registrou uma perda líquida de US$ 96,8 milhões. Os números incluem as operações em processo de venda.

Segundo a companhia, o desempenho é devido à desvalorização das moedas estrangeiras em relação ao dólar, cujo impacto foi de US$ 323,4 milhões, e a perda de ativos vendidos no montante de US$ 343,6 milhões.

A receita caiu 12% para US$ 243,5 milhões no terceiro trimestre. Desconsiderando o enfraquecimento das moedas, a queda da receita foi de 4%.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado aumentou 65% para US$ 50,4 milhões. ”O aumento foi auxiliado por controles de custos rígidos e a aceleração das iniciativas de produtividade, bem como um timing favorável de mudanças de algumas turmas de alunos para o terceiro trimestre por conta da pandemia da covid-19”, informa a companhia.

O total de matrículas caiu 10% e o volume de calouros teve redução de 7%.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a Laureate apurou um prejuízo US$ 997,7 milhões devido a encargos de desvalorização de US$ 990,3 milhões e perda de vendas de ativos de US$ 363,3 milhões. No mesmo período de 2019, a companhia apurou um lucro líquido de US$ 877,1 milhões, sendo que a maior parte é atribuível a ganhos de vendas de ativos.

A receita diminuiu 14% para US$ 739,7 milhões e o Ebitda aumentou 10% para US$ 115,1 milhões, entre janeiro e setembro.

Em 30 de setembro, a Laureate detinha uma dívida total, líquida de caixa, de US$ 803 milhões e dívida bruta de US$ 1,6 bilhão.

“A Laureate fez um forte progresso em nossa iniciativa de revisão estratégica, tendo fechado as vendas de nossas operações no Chile, Malásia, Austrália e Nova Zelândia e assinando acordos definitivos para vender nossos operações no Brasil e na Walden University nos Estados Unidos”, informou Eilif Serck-Hanssen, presidente e diretor executivo da Laureate.

A Laureate estima que suas operações do México e Peru — que ainda não foram vendidas — encerrem o ano com 325 mil alunos, receita na casa de US$ 1 bilhão e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado entre US$ 185 e US$ 195 milhões. Atualmente, as duas unidades têm 335,6 mil matriculados.

No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, as unidades do México e Peru apuraram uma receita líquida de US$ 740 milhões, queda de 14% sobre igual período de 2019. O Ebitda ajustado subiu 10% para US$ 115 milhões.

O fluxo de caixa livre deve oscilar de US$ 150 a US$ 170 milhões.

Segundo a companhia, após a conclusão de todas as vendas de ativos pendentes, as despesas gerais corporativas de 12 meses deve cair de 70 a 80%.

O conselho de administração da Laureate aprovou também um novo programa de recompra de ações para adquirir até US$ 300 milhões de ordinárias Classe A da empresa. Segundo a companhia, a expectativa é concluir o programa de recompra até o final de 2021, dependendo das condições de mercado.

Fonte: Valor Econômico