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Macron justifica novas restrições para conter covid-19 na França

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1 de 1 — Foto: Ludovic Marin/AP

— Foto: Ludovic Marin/AP

O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta segunda-feira as medidas adotadas pelo governo em algumas partes do país para conter a disseminação da covid-19.

Macron afirmou, segundo a Associated Press, que a situação em grandes cidades é “séria e preocupante”. As restrições, disse ele, foram adotadas em áreas onde há uma “rápida e significativa” disseminação da doença.

Bares e restaurantes em Marselha, a segunda maior cidade da França, foram fechados ontem e ficarão sem funcionar por uma semana. As restrições revoltaram parte da população, políticos locais e donos dos estabelecimentos. Houve, inclusive, protestos contra o governo de Macron.

Restrições mais leves foram adotadas em outras cidades, como Paris, onde academias foram fechadas e os bares serão obrigados a deixar de funcionar às 22h.

O ministro das Finanças, Bruno Le Maire, prometeu ajuda aos donos dos estabelecimentos afetados. “Continuaremos implementando mecanismos para permitir que vocês superem esse momento extraordinariamente difícil”, disse ele.

Na semana passada, a França superou a marca de 500 mil casos confirmados de covid-19 e quebrou seu próprio recorde de novas infecções em 24 horas. Há também alta nas hospitalizações relacionadas à doença, o que preocupa as autoridades do país.

Fonte: Valor Econômico