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Médico que tomou vacinas de laboratórios diferentes pagará multa de R$ 15.000

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Um médico de Assis (SP) pagará multa de R$ 15.000 por ter tomado, por conta própria, doses de vacinas contra a covid-19 produzidas por laboratórios diferentes.

Oliveiro Pereira da Silva Alexandre foi alvo de inquérito civil instaurado pelo MP (Ministério Público), que apurou se ele teria violado princípios da administração pública, como o da moralidade.

Dr. Oliveira, como é conhecido, disse que o valor da multa será doado para a Santa Casa de Assis e usado no combate à covid-19. Ele afirmou que fez o acordo para evitar que o caso se arrastasse na Justiça.

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O médico tomou uma dose da CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac, e outra da vacina da AstraZeneca/Oxford. Dr. Oliveira publicou, em fevereiro, um vídeo em suas redes sociais no qual afirmava ter tomado as doses com menos de uma semana de diferença entre elas.

O procedimento é contrário aos protocolos de vacinação do Ministério da Saúde. O vídeo foi apagado quando o caso ganhou repercussão.

De acordo com a prefeitura de Assis, as doses foram aplicadas com intervalo de 4 dias. O médico recebeu a dose da CoronaVac em 29 de janeiro, no Hospital Regional. Ele teve direito à vacina por ser servidor público que trabalha na linha de frente de combate à pandemia.

A 2ª dose, da AstraZeneca, foi aplicada em 2 de fevereiro. Ele a recebeu por ser beneficiário de um convênio da cooperativa médica da qual faz parte. Essa cooperativa montou um posto de vacinação para atender profissionais da saúde que trabalham com casos suspeitos na rede particular.

Em vídeo publicado em seu perfil no Facebook, o médico afirmou que acompanha o desenvolvimento de vacinas desde 2000.   

Eu ansiava pela vacina da AstraZeneca, que com uma dose eu estaria protegido. E chega no hospital e é a CoronaVac”. Ele citou a diferença da eficácia dos 2 imunizantes (50,4% da CoronaVac e 76% da AstraZeneca, segundo os dados mais atuais).

O médico falou que foi informado que as doses da AstraZeneca oferecidas pela cooperativa iriam estragar ao fim do dia se não fossem usadas.

Eu fiz um cálculo inocente, ingênuo. Bom, se está na minha empresa, na minha cooperativa, eu comprei com o meu dinheiro, é a vacina que eu desejo (…), eu vou tomar”, declarou.

Só que essa vacina não podia estar lá, eu fui enganado.

Em nota enviada ao G1, a a Unimed Assis disse que a cooperativa foi apenas um ponto de vacinação, por meio de parceria com a Secretaria de Saúde da cidade.

A cooperativa afirmou que não comercializa a vacina e apenas disponibilizou algumas doses aos profissionais de saúde, de acordo com critérios estabelecidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

A Unimed Assis afirmou que “o setor jurídico da cooperativa foi acionado e as medidas cabíveis estão sendo estudadas internamente”.

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Poder360