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Médicos relatam novo tratamento para raro coágulo associado a vacinas

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Médicos relatam novo tratamento para raro coágulo associado a vacinas (Foto: Arek Socha/Pixabay)
Médicos relatam novo tratamento para raro coágulo associado a vacinas (Foto: Arek Socha/Pixabay)

Em relatório submetido ao periódico Annals of Emergency Medicine, médicos da American College of Emergency Physicians, nos EUA, detalharam um tratamento anticoagulante que mostrou resultados eficazes em uma mulher com sinais de trombose. A paciente tem 40 anos e foi encaminhada a um hospital 12 dias após receber a vacina Johnson & Johnson.

No pronto-socorro da Universidade de Colorado, ela relatou sentir dor de cabeça, tontura e alterações na visão, e foi diagnosticada com embolia pulmonar e trombocitopenia trombótica imune induzida por vacina (VITT, na sigla em inglês). De acordo com os pesquisadores, a VITT tem um pequeno risco associado à Ad26.COV2.S — nome oficial da vacina da Johnson —, o que deve ser observado com atenção. 

Em 13 de abril, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA havia suspendido temporariamente a vacinação com o imunizante da farmacêutica norte-americana. O órgão também recomendou que coágulos fossem tratados com medicamentos alternativos à heparina, droga que, “nesse cenário, poderia ser prejudicial”, segundo comunicado do órgão.

Os médicos de Colorado optaram pela bivalirudina, que apresentou efeitos positivos. “Os resultados precoces na paciente sugerem que a bivalirudina pode ser uma alternativa segura à heparina em pacientes que demonstram uma apresentação consistente da VITT”, dizem os autores em nota.

Mais pesquisas ainda são necessárias para confirmar a eficácia do medicamento, mas ele já figura entre as opções para pacientes com VITT, uma vez que o CDC não indicou nenhum substituto direto.

Embora possam assustar, as reações com coágulos são muito raras — e também tratáveis —, assegura Todd Clark, um dos coautores do relatório. “Os americanos podem ficar tranquilos quanto à vacinação e devem conversar com seus médicos sobre qualquer preocupação. Vacinar-se é um passo crítico para o combate à pandemia e ao retorno normal às nossas vidas”, conclui o professor de medicina de emergência da Universidade de Colorado.

Galileu