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Mondial compra a fábrica da japonesa Sony em Manaus e vai produzir tevês

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A Mondial, líder brasileira na fabricação de eletroportáteis, como ventiladores , batedeiras, liquidificadores, comprou a fábrica da japonesa Sony em Manaus. A empresa vai produzir micro-ondas, aparelhos de ar condicionado e televisores na unidade adquirida, já a partir do ano que vem, entrando em novos mercados e onde já estão gigantes como a LG, Samsung e Whirlpool.

A informação foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada ao jornal O Globo pelo presidente da Mondial, o empresário Giovanni Martins Cardoso. O valor do negócio não foi revelado.

A japonesa Sony anunciou em setembro passado que fecharia sua fábrica no Brasil em 2021. Martins contou que então surgiu a oportunidade de aquisição do prédio e do maquinário da japonesa. A marca Sony não entrou na negociação.

A Mondial já tem uma unidade menor em Manaus, onde produz DVDs e caixas de som, e vai transferir, aos poucos, a produção para a nova unidade. A empresa tem sua maior fábrica na Bahia, com 2,7 mil funcionários.

“Assinamos o contrato de compra no último dia 23 de novembro. Vamos ampliar nossa produção na unidade adquirida e, a partir do segundo semestre, começamos a produção dos novos produtos. Fizemos em seis meses o que esperávamos fazer em três anos”, disse Martins.

Segundo ele, a Mondial planejava iniciar a produção de micro-ondas apenas em 2022, aparelhos de ar condicionado em 2023 e tevês a partir de 2024. Com a aquisição, acelerou esses planos em plena pandemia.

Em nota, a Sony Brasil confirma o processo de venda de seu imóvel e outros ativos da sua planta em Manaus a empresa Mondial, negócio que “deverá ainda ser submetido para a devida anuência pelos órgãos competentes”.

A Sony comunicou aos varejistas, em setembro passado, que a produção de eletrônicos seria encerrada em março do ano que vem.

Na sequência, no meio de 2021, a empresa também vai suspender a venda e a distribuição de seus produtos nos segmentos de TVs, aparelhos de áudio e câmeras.

A decisão foi tomada, de acordo com o comunicado, “considerando o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios”.

Mas a Sony não deu detalhes sobre o cenário de mercado ou as estimativas futuras que foram considerados.
05/12/2020 15:42:28

Fonte: Valor Econômico