política

MP-RJ usa anotação de corretor de imóveis como prova contra Flávio Bolsonaro

60views

Uma anotação apreendida com 1 corretor de imóveis foi apresentada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) como uma nova prova para reforçar que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), usou dinheiro desviado do salário de assessores para comprar 2 apartamentos em Copacabana, zona sul do Rio, em 2012.

Por meio da quebra de sigilo do e-mail do norte-americano Glenn Howard Dillard, que representava o proprietário dos imóveis na operação financeira, os promotores identificaram que ele registrou na agenda de seu celular 1 encontro para o fechamento do negócio com Flávio Bolsonaro e sua mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo, que teve acesso à denúncia apresentada pelo MP-RJ em 19 de outubro.

<![CDATA[
.mod-newsletter.full .title, .mod-newsletter.full h1 {font-size:18px;text-transform:none;}.mod-newsletter.full .title small, .mod-newsletter.full h1 small{font-size:16px;}.mod-newsletter .title, .mod-newsletter
h1{font-family:”Prelo”,sans-serif;}.mod-newsletter.full input[type=text]{font-size:14px;padding: 10px 7px;}.mod-newsletter.full input[type=submit] {padding:9px 0;margin-top:-21px}.mod-newsletter.full {margin:15px 10px; padding:20px 15px 15px; border: 1px solid #d2d2d2; background:transparent; background-color#fff;}.enviar .container {width:100%;}.content.wp h1, .content.wp h2 .enviar{margin:0;}@media only screen and (max-width: 1279px){.mod-newsletter.full h1{font-size:15px;}}@media only screen and (max-width: 1279px){.mod-newsletter.full h1 small{font-size:14px;}}@media only screen and (max-width: 767px){.mod-newsletter.full h1 {padding-bottom:11px;}}
]]>
De acordo com o jornal, entre as anotações de Dillard, os promotores destacam na denúncia a frase “Closing at HSBC”, o que indica, para os procuradores, que eles fecharam o negócio em uma agência bancária no centro do Rio.

As investigações já tinham identificado que, no mesmo dia em que a compra dos apartamentos foi registrada em cartório, por R$ 310 mil, Dillard efetuou ainda 1 depósito de R$ 638 mil em dinheiro vivo em uma agência do HSBC que fica a uma rua do cartório onde foi lavrada a escritura.

Para o MP-RJ, o pagamento em espécie feito no momento da escritura foi realizado com dinheiro vindo do esquema das “rachadinhas” na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Ao citar as anotações coletadas no celular do corretor, os procuradores afirmam na denúncia que “todas essas circunstâncias deixam claro que os valores ilícitos foram entregues ao procurador [Dillard] pelo casal Bolsonaro, ou a seu mando, no interior da agência bancária no dia da assinatura das escrituras de compra e venda dos imóveis, e que o dinheiro em espécie foi depositado juntamente com os cheques”.

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirma que, na denúncia contra o senador, o MP-RJ “abusa da imaginação e da criatividade”. Segundo os advogados, “o fato de 1 corretor imobiliário ter recebido depósitos em sua conta bancária não significa que esses valores tenham sido depositados pelo senador ou pela sua esposa”.

Eis a íntegra da nota:

“O Ministério Público, mais uma vez, abusa da imaginação e da criatividade na denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro.

O fato de 1 corretor imobiliário ter recebido depósitos em sua conta bancária não significa que esses valores tenham sido depositados pelo senador ou pela sua esposa. A defesa reafirma que a investigação do Ministério Público está embasada em vícios processuais, enganos e erros de cálculo. Flávio Bolsonaro é inocente das acusações patrocinadas por seus inimigos e por grupos que têm claros interesses políticos.”

DENÚNCIA CONTRA FLÁVIO

Em denúncia apresentada em 19 de outubro, os procuradores indicam que Flávio cometeu crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato, que é o uso de dinheiro público para fins pessoais, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. As investigações apontaram indícios de que ele praticava a chamada “rachadinha” no gabinete que mantinha na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

De acordo com o MP-RJ, o senador obrigava os funcionários comissionados a repassar a ele parte dos salários que recebiam. Os supostos crimes aconteceram de 2007 a 2018.

Na denúncia, os procuradores apontam ainda que as contas de Flávio e Fernanda Bolsonaro receberam, de abril de 2014 a agosto de 2018, R$ 295,5 mil em dinheiro vivo, por meio de 146 depósitos “sem origem conhecida“, para pagar parcelas de 1 apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Além de Flávio, também foram denunciadas pelo MP-RJ outras 16 pessoas, entre elas seu ex-assessor Fabrício Queiroz, apontado como operador do esquema. O corretor de imóveis norte-americano Glenn Howard Dillard também está entre os denunciados.

Continuar lendo

Poder360