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“Não precisa ficar com esse pavor todo”, diz Bolsonaro sobre covid-19

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta 2ª feira (28.dez.2020) que “não adianta se esconder” da covid-19 ao comentar o fato de não usar máscaras. “Nós temos que tomar cuidado com o idoso e quem tem comodidade. Esse vírus vai ficar entre nós a vida toda. […] Lamento as mortes, mas não precisa ficar com esse pavor todo”, afirmou.

O chefe do Executivo federal deu a declaração logo depois de participar do jogo beneficente “Natal Sem Fome”, realizado no estádio da Vila Belmiro, em Santos, litoral paulista. Na ocasião, o presidente marcou 1 gol e comemorou fazendo gesto de arminha. Assista ao vídeo.

Enquanto Bolsonaro concedia entrevista, o Ministério da Saúde divulgou que, até as 17h desta 2ª feira, 191.570 pessoas morreram por conta da doença causada pelo novo coronavírus. Ao todo, o país soma 7.504.833 de casos, sendo o 3º com mais ocorrências em todo o planeta.

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O presidente voltou a dizer que cabe aos laboratórios que produzem as vacinas contra a covid-19 procurarem o país para fornecê-las. “O mercado consumidor são [sic] 200 milhões de pessoas. É o natural que procurem a Anvisa”, declarou em relação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão responsável por validar os imunizantes.

No sábado (26.dez), Bolsonaro havia dito que não se sente pressionado pelo início da imunização em outros países. “Ninguém me pressiona para nada, eu não dou bola pra isso”, declarou. Nesta 2ª feira (28.dez), o chefe do Executivo federal criticou a imprensa por registrar sua própria fala.

Bolsonaro também reafirmou que, se depender dele, a vacinação não será obrigatória e que, se possível, exigirá que quem se vacinar assine um termo de responsabilidade contra eventuais efeitos colaterais.

Declarou ainda que, depois do aval da agência reguladora, a vacina levará cerca de 5 dias para ser disponibilizada. Questionado sobre um armazenamento prévio, disse que não fará como o governo de São Paulo, que já está recebendo doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa SinoVac em parceria com o Instituto Butantan. “Eu não posso dar uma de um cara aqui de São Paulo que falou que comprar é uma coisa e aplicar é outra. Eu não vou ser idiota a esse ponto aí”, disse.

Ainda sobre a vacina contra a covid-19, Bolsonaro afirmou que pediria ao ministro Eduardo Pazuello (Saúde) que priorize a imunização da imprensa. A declaração foi feita de forma irônica enquanto ele questionava a segurança dos imunizantes.

Questionado sobre uma possível extensão do auxílio emergencial, o presidente voltou a dizer que o país não tem recursos para dar continuidade ao pagamento. “O maior auxílio que eu posso dar para o povo é trabalho. Não é fácil ser patrão no Brasil”, afirmou.

Bolsonaro falou ainda sobre o Centrão, grupo de partidos sem coloração ideológica clara que adere aos mais diferentes governos. Eleito com o bordão de derrotaria a “velha política”, o presidente disse nesta 2ª feira que não se pode generalizar ao fazer críticas aos congressistas: “Eu fui do Centrão no passado. Essa história de querer genericamente desqualificar parlamentares não é por aí”.

Disse ainda que “está ficando chato viver no Brasil” ao se referir ao uso do termo “negão” para se referir a pessoas negras: “Ninguém ‘tá’ querendo desqualificar ninguém, mas nós fomos acostumados a nos tratar dessa maneira. Não pode fazer brincadeira mais no Brasil, tudo é preconceito, é racismo, tem que acabar com isso, pô”, disse.

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Poder360