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NY: S&P 500 renova segundo recorde consecutivo, com recuperação dos índices no fim do dia

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Os índices acionários de Nova York fecharam em leve alta, levando o S&P 500 a fechar a sua segunda sessão consecutiva em novas máximas históricas.

Após ajustes, o S&P 500 fechou em alta de 0,19%, a 4.247,44 pontos, o Dow Jones subiu 0,04%, a 34.479,60 pontos, e o Nasdaq avançou 0,35%, a 14.069,42 pontos. O índice tecnológico Nasdaq liderou as altas na semana, acumulando ganhos de 1,85%, seguido por avanço de 0,41% do S&P 500, enquanto o Dow Jones recuou 0,80% no período.

Os índices americanos chegaram a apagar os ganhos vistos na abertura da sessão, com os investidores reavaliando as perspectivas para a política monetária americana, mas voltaram a subir no fim da sessão, estendendo os ganhos de ontem.

As ações do setor financeiro lideraram os ganhos no S&P 500, fechando em alta de 0,61%, seguidas pela alta de 0,56% das ações de tecnologia, que, por sua vez, ajudaram a dar suporte ao Nasdaq.

O mercado acionário americano fechou ontem em alta com a avaliação dos analistas de que, apesar da alta da taxa de inflação a 5,0% na comparação anual – a maior alta desde 2008 -, a queda na leitura mensal a 0,6%, de 0,8% de abril, corrobora a visão do Federal Reserve (Fed) de que a pressão inflacionária se deve a fatores transitórios.

Os investidores aguardam agora a reunião do Fed que termina na quarta-feira que vem. Embora uma mudança na política monetária americana não seja esperada, os investidores estarão atentos às projeções revisadas do BC americano.

“Com a inflação na máxima de 13 anos e o núcleo da inflação próximo de uma máxima de 30 anos, suspeitamos que [o Fed] será mais equilibrado na sua avaliação dos riscos em torno da inflação”, diz o ING em nota. “A sua mensagem de que a inflação está perto de passar pelo pico e deve começar a cair em breve, conforme os ‘atritos’ da reabertura diminuem, deve ser repetida – mas ainda temos dúvidas em relação a isso”.

Mais cedo, a estimativa preliminar do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan subiu a 86,4 pontos em junho, ante 82,9 em maio. A leitura superou as expectativas de economistas consultados pelo “Wall Street Journal”, que previram que o indicador subiria para 84,4 pontos.

As expectativas de inflação, por sua vez, recuaram um pouco: para o próximo ano, os consumidores esperam que os preços aumentem 4%, abaixo da leitura de 4,6% de maio. Para os próximos cinco anos, a expectativa é de alta de 2,8% da inflação, ante 3% da leitura anterior.

Fonte: Valor Econômico