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País de Gales registra dois casos de varíola do macaco; entenda a doença

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País de Gales registra dois casos de varíola do macaco; entenda (Foto: Centers for Disease Control and Prevention/Wikimedia Commons)
País de Gales registra dois casos de varíola do macaco; entenda (Foto: Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos/Wikimedia Commons)

O primeiro caso de varíola do macaco em humanos foi registrado em 1970 na República Democrática do Congo. Desde então, a doença tem se concentrado em países da África central e ocidental e, fora dessas regiões, só foi identificada em três outros locais: Estados Unidos, Israel e Reino Unido. 

Segundo uma reportagem publicada nesta quinta-feira (10) na BBC News, autoridades de saúde do País de Gales registraram dois quadros de varíola do macaco no norte da região. “Casos confirmados dessa doença são raros no Reino Unido”, constatou Richard Firth, consultor do órgão galês de saúde pública. Recentemente, o país anunciou um paciente em dezembro de 2019 e outros dois em setembro de 2018.

“O risco para o público em geral é bem baixo”, completou, Firth à BBC News. Os dois pacientes acometidos este ano são da mesma família e foram atendidos por um hospital na Inglaterra. Um dos infectados recebeu alta e o outro permanece sob cuidados médicos.

Além das autoridades de saúde do País de Gales, especialistas do governo inglês também estão monitorando a situação. Richard Firth afirmou ainda que as pessoas que tiveram contato próximo com os infectados já foram identificadas.

O que é a varíola do macaco

O vírus que causa a varíola do macaco é do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, e entra no corpo por meio de cortes ou rachaduras na pele (ainda que estas não sejam visíveis), do trato respiratório e das membranas mucosas de olhos, nariz ou boca.

A doença recebeu esse nome por ter sido descoberta em 1958, quando surtos foram observados em macacos da espécie Macaca fascicularis. Ela é similar à varíola, mas não é causada pelo mesmo vírus e costuma ser mais branda.

Os humanos geralmente são infectados por meio de animais selvagens, como roedores e primatas, e a transmissão entre pessoas ocorre a partir de contato com lesões, fluidos corporais, materiais contaminados ou gotículas respiratórias.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dor muscular, gânglios inchados e exaustão. Depois de alguns dias, a varíola do macaco progride, desencadeando erupções cutâneas que surgem no rosto e se espalham para outras partes do corpo, como mãos e pés.

Essas lesões podem causar coceira, se transformar em um caroço com líquido e, no estágio final, formar uma casca que acaba se desprendendo do corpo. A infecção dura entre 14 e 21 dias.

Apesar da maioria dos pacientes não apresentar uma recuperação demorada, a doença pode resultar em manifestações mais sérias e ser fatal, principalmente no caso de pessoas mais jovens.

Galileu