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País já vive racionamento de energia por meio dos preços, diz Idec

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O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) criticou o aumento de 52% na bandeira tarifária vermelha 2, estabelecido hoje pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com o aumento, a bandeira vermelha nível 2, sai dos atuais R$ 6,24, a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, para R$ 9,49. Segundo o Idec, a mudança mostra que o país já vive uma situação de racionamento de energia, por meio dos preços.

“Ao invés de declarar de fato um racionamento e arcar com os custos políticos da medida, o governo espera que o aumento dos valores pagos pelos consumidores cumpra o papel de promover a necessária redução do consumo. O fato é que o governo deveria assumir a responsabilidade pelos atuais problemas e estabelecer políticas estruturantes de eficiência energética que reduzissem custos e ajudassem a evitar novas crises no futuro”, afirmou em nota.

O Idec também criticou a concentração do poder no Ministério de Minas e Energia para a tomada de decisões relativas à crise do setor elétrico. Para ó órgão, medidas para evitar o agravamento da crise já deveriam ter sido tomadas de maneira preventiva há vários meses, como ajustes técnicos para que os preços da energia refletissem as reais condições do setor e uma revisão na metodologia das bandeiras tarifárias.

“Ao descartar o uso de termos como “racionalização” e “racionamento”, o governo procura reduzir o custo político dos problemas e a real dimensão da crise hídrica que afeta não somente o setor de energia, mas o agronegócio e o setor de transporte. Ou seja, além de ser responsabilizado pelos custos, nesta crise o consumidor é indicado entre os culpados pela atual situação e responsável por seu encaminhamento”, diz o instituto em nota.

1 de 1 — Foto: Pixabay

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Fonte: Valor Econômico