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PF mira advogado da Lava Jato suspeito de vender “acesso direto” a Bretas

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A Polícia Federal cumpriu na manhã desta 6ª feira (23.out.2020) mandados de busca e apreensão em 5 endereços ligados a Nythalmar Dias Ferreira Filho, advogado de réus famosos da Lava Jato no Rio de Janeiro.

A ofensiva se baseia em 1 inquérito aberto a partir de representação da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro) endereçada à força-tarefa da operação, na qual o advogado é acusado de vender para seus clientes influência junto ao juiz Marcelo Bretas e a procuradores da República. O processo foi encaminhado para a área criminal do Ministério Público do Rio.

Os mandados foram autorizados pela juíza Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio. As buscas foram realizadas em Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense, na região central da cidade, em Ipanema e no Catete. As informações são do jornal O Globo.

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Nythalmar é conhecido como “o mais caro criminalista da Lava Jato”. Já teve em sua lista de clientes nomes como Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; Fernando Cavendish, ex-dono da Delta Construções; Arthur Soares, empresário conhecido como Rei Arthur; Júlio Lopes, ex-deputado federal; José Mariano Beltrame, ex-secretário de Segurança do Rio; e Marco Antônio de Luca, prestador de serviços para o governo de Sérgio Cabral.

Em entrevista à revista Época, publicada em 1º de novembro de 2019, o advogado atribuiu seu sucesso à sagacidade de entender que a Lava Jato era 1 “caminho sem volta”, aposentando “o formalismo jurídico que recorria a manobras processuais para evitar o julgamento do mérito”.

Sua estratégia era partir direto para a negociação de delações premiadas com as autoridades em troca da promessa de liberdade de seus clientes. “O acordo é 1 meio de defesa mundial. É mais econômico e tem resultado imediato. O cliente ganha uma 2ª chance na vida”, afirmou.

A conduta do advogado também é alvo de apuração do Tribunal de Ética da OAB do Rio de Janeiro. Uma denúncia registrada em março de 2019, feita por criminalistas do Luchione Advogados, afirma que Nythalmar Dias Ferreira Filho vinha aliciando réus e investigados na operação com advogados já constituídos, sem a anuência destes. O escritório diz já ter presenciado Nythalmar “vendendo facilidades” a investigados e réus e oferecendo acordos de delação premiada.

Nythalmar nega todas as acusações. Ao Conjur, em março de 2019, negou que tenha cooptado clientes de outros advogados e afirmou que preza pela ética e boas práticas.

Marcelo Bretas não é alvo da operação. Ao G1, afirmou que não ia comentar o caso.

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Poder360