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Pfizer e BioNTech estudam terceira dose para combater variante Delta

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As farmacêuticas Pfizer e BioNTech estão planejando doses de reforço contra a variante Delta do coronavírus (Foto: Divulgação)
As farmacêuticas Pfizer e BioNTech estão planejando doses de reforço contra a variante Delta do coronavírus (Foto: Divulgação)

Após resultados promissores em testes, as farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram, nesta quinta-feira (8), que estão planejando uma terceira dose de reforço da vacina BNT162b2 para combater a variante Delta (B.1.617.2) do Sars-CoV-2, detectada primeiro na Índia e presente em mais de 100 países. 

As empresas ainda irão confirmar em estudos se uma terceira aplicação aumentaria a produção de anticorpos contra a cepa, mas já informaram acreditar que um reforço, feito de 6 a 12 meses após a segunda dose, pode ter “níveis mais altos” de proteção contra todas as variantes atuais do vírus, incluindo a Delta.

Visto a seriedade do tema, as farmacêuticas também estão desenvolvendo uma versão atualizada da vacina para atingir a proteína viral da variante detectada na Índia. A previsão é que ensaios clínicos do imunizante comecem em agosto, após aprovações regulatórias.

Enquanto isso, as empresas divulgaram resultados preliminares sobre a vacina atual, que ainda serão publicados e revisados. Os dados dizem que uma dose administrada 6 meses após a segunda aplicação apresentou um “perfil de tolerabilidade consistente” e induziu altos níveis de neutralização contra a versão original do coronavírus e também contra a variante Beta (B.1.351), identificada na África do Sul. 

A Pfizer e BioNTech citaram ainda os avanços de um estudo publicado dia 10 de junho, na revista Nature, que indicou que após a segunda dose já ocorrem “níveis fortes de neutralização” contra a variante Delta. A cepa é considerada, inclusive, uma variante de preocupação pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Contudo, a proteção de duas doses do imunizante pode não ser tão duradoura: as companhias dizem que dados do Ministério da Saúde de Israel apontaram uma diminuição na prevenção contra infecções, seis meses depois da segunda aplicação. “Durante este período, a variante Delta está se tornando a variante dominante em Israel, assim como em muitos outros países”, informaram as empresas, em comunicado

Galileu