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Pistantrofobia: você sabe o que é?

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Ao término de um relacionamento, ressentido em iniciar uma nova relação, você provavelmente já escutou aquela famosa frase: “com o tempo passa”. Mas e se não passar com o tempo? E se, pelo contrário, o medo de se relacionar novamente só se agravar?

Se após uma grande decepção você vem sentindo dificuldades ou medos intensos diante da possibilidade de se relacionar novamente, você pode estar vivendo um quadro de pistantrofobia.

Mas o que é pistantrofobia?

A pistantrofobia é a nomenclatura utilizada para quadros fóbicos em que são vividos intensamente medos irracionais relacionados à possibilidade de confiar em outras pessoas.

A vivência traumática do término de um relacionamento afetivo ou de uma relação importante, seja de amizade ou familiar, quando não elaborada adequadamente, pode desencadear o desenvolvimento desse quadro, que tende a piorar com a ausência de tratamento.

Como qualquer outra fobia, o medo é irracional. São manifestados inúmeros sintomas físicos na presença do estímulo que desencadeia o medo, nesse caso, a possibilidade de envolver-se e confiar em alguém novamente, resultando em:

  • fugas,

  • estresse,

  • dores musculares,

  • taquicardia, entre outros.

No caso da pistantrofobia, os prejuízos podem ser bem significativos, levando ao isolamento social, limitando e dificultando a qualidade de vida e, principalmente, prejudicando a retomada da vida afetiva.

Sinais da pistantrofobia

Apesar de poder estar associada a qualquer tipo de relação e entorno, a pistantrofobia costuma afetar mais comumente as relações de casais. Alguns estudos indicam, inclusive, que os sintomas se intensificam a partir dos 35 anos, sendo responsáveis de que a pessoa somente consiga manter relações superficiais.

Alguns sinais de que essa falta extrema de confiança pode ser, na verdade, indício de uma fobia são:

  • medo incontrolável de manter relações profundas, pensando que invariavelmente haverá uma traição ou interesses ocultos.

  • tendência a não se implicar nas relações, nem em se esforçar para mantê-las. Fica restrito a conviver apenas com aquelas pessoas em que a sintonia é inquestionável.

  • evita situações que impliquem contato social, especialmente temendo ser alvo de críticas ou rechaço.

  • no campo emocional, dificilmente correrá riscos.

  • mantém uma postura fechada e atua como se tivesse um escudo protetor. Assim, não consegue ter relações íntimas.

Como tratar a pistantrofobia?

O acompanhamento psicológico é indispensável, já que possibilita a elaboração do trauma vivido e reconstrói a confiança necessária para se relacionar com outras pessoas com tranquilidade e segurança.

Quando o assunto é fobia, independente de seu tipo, sempre há a manifestação de um quadro de ansiedade. Portanto, a avaliação psiquiátrica pode ser necessária, complementando o tratamento com suporte medicamentoso.

Fonte: Mundo Psicólogos