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Policiais apontam “desprezo” de Bolsonaro e falam em protestos e paralisações

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Entidades que representam policiais e forças de segurança manifestaram insatisfação com o governo do presidente Jair Bolsonaro por não ter preservado a categoria das medidas definidas na PEC emergencial, aprovada em 1º turno na Câmara dos Deputados na madrugada desta 4ª feira (10.mar). A proposta permite que os governos bloqueiem reajustes salariais, promoções e progressões na carreira de servidores públicos caso as despesas superem 95% das receitas.

A UPB (União dos Policiais do Brasil) afirmou que o governo Bolsonaro trata os profissionais da segurança pública com “desprezo”. A entidade se mobiliza para realizar protestos e paralisações.

A organização é formada por delegados, peritos, agentes da Polícia Federal, e policiais rodoviários federais, entre outras carreiras.

Em nota, a UPB acusou o presidente de desprezar “os profissionais da segurança pública que estão na linha de frente do combate ao crime, mesmo em meio à maior crise sanitária da história”.

Homens e mulheres sujeitos à alta exposição e a risco de contaminação, que nunca abandonaram suas atividades e que, seguidamente, foram ignorados pela gestão do presidente Jair Bolsonaro.”

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Edvandir Paiva, presidente da ADPF (Associação dos Delegados da Polícia Federal), disse ao jornal O Estado de S. Paulo, que a categoria é usada como “bode expiatório” e “moeda de troca” no momento em que o Brasil enfrenta uma dificuldade fiscal.

Segundo ele, representantes das corporações se reuniram no domingo (7.mar.2021) com Bolsonaro. O presidente teria prometido que servidores da segurança pública não seriam incluídos nas medidas da PEC emergencial.

No dia seguinte, o presidente se reuniu com o deputado Daniel Freitas (PSL-SC), relator da PEC emergencial na Câmara. Ficou decidido que 3 dispositivos poderiam ser retirados do texto e serem incluídos em uma PEC paralela.

Falei com o relator, que ele é o soberano, que ele poderia correr o risco de não aprovar se não mexesse em 3 artigos. Eram 5, passamos para 3 buscando a negociação”, disse Bolsonaro na 2ª feira (8.mar).

Essa negociação foi justamente para retirar categorias como policiais civis, federais e militares da proposta de congelamento de salários.

Os diretores da Polícia Federal e da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Rolando Alexandre de Souza e Eduardo Aggio de Sá, tiveram reunião com 9 deputados na 2ª feira (8.mar). Nela, deram aval à negociação para derrubar trecho da PEC emergencial que permitia congelar os salários. O diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, também participou.

Mas o texto apresentado para análise da Câmara nessa 3ª feira (9.mar) e aprovado em 1º turno é o mesmo que recebeu o aval do Senado. Ou seja, contém todos os dispositivos.

Os policiais estão extremamente irritados com a forma como estão ocorrendo as reformas”, declarou Paiva. “[Bolsonaro] Usou a bandeira dos policiais na eleição, mas nas reformas eles não estão sendo levados em conta”.

O presidente da ADPF disse que a questão não é o congelamento do salário em um período de pandemia. “É razoável que haja sacrifícios. Mas há risco grande de os salários ficarem congelados por 15 anos”, falou.

Luis Antônio Boudens, presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) disse à Folha de S.Paulo que a atitude do governo federal foi de traição.

É um movimento de traição, são montadas estratégias, deixando o Congresso ser culpado. Com Rodrigo Maia era mais fácil. Agora, no Senado, o governo votou contra a emenda defendida pelos policiais. É uma estratégia de fazer um discurso público e nos bastidores fazer outra coisa”, falou.

Segundo ele, haverá protestos contra o governo num “ato simbólico de que a segurança pública desembarcou no governo Bolsonaro”.

Rafael Sampaio, presidente da ADPJ (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária) disse que a categoria se sentiu desprestigiada pelo governo nas seguintes situações:

  • Reforma da Previdência. Policiais Civis não tiveram regime especial;
  • PL 173, que não excluiu os policiais da primeira onda de medidas;
  • Vacinação antes nos presos que nos policiais.

Sampaio afirmou que há um descontentamento crescente da categoria. Ele falou ter levado isso a emissários do presidente.

“Não achamos justo, sobretudo os funcionários da Saúde e Segurança. Nós estamos expostos a índices de contaminação 4 vezes maiores que a população. Essas atitudes geram insatisfação por sermos penalizados”, disse.

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Poder360