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Prêmio Nobel da Paz é alvo de novas acusações em Mianmar; golpe completa 1 mês

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A Justiça de Mianmar apresentou nesta 2ª feira (1º.mar.2021) duas novas acusações contra Aung San Suu Kyi, líder do partido NLD  (Liga Nacional pela Democracia), que comandou o país até o golpe militar de 1º de fevereiro.

Aung San Suu Kyi, vencedora do prêmio Nobel da Paz em 1991, foi acusada de publicar informações que poderiam “causar medo ou alarme” e de perturbar a “tranquilidade públicas”.

Ela participou da audiência, por videoconferência, realizada em Naypyitaw, capital de Mianmar. Suu Kyi não é vista em público desde que foi presa em 1º de fevereiro, junto com outros políticos do NLD. Min Min Soe, advogado da ativista, disse à Reuters ela se encontra bem e terá nova audiência em 15 de março.

Suu Kyi já responde processo por importação ilegal de walkie-talkies (rádios de comunicação) e por violar a Lei de Gestão de Desastres Naturais ao não respeitar protocolos sanitários impostos para conter a propagação da covid-19.

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Há um mês, uma junta militar depôs o antigo governo sob a acusação de se perpetuar no poder por meio de fraude eleitoral. Desde então, proibiu voos internacionais até maio, suspendeu leis que limitavam a atuação das forças de segurança e ordenou a prisão de apoiadores dos protestos contra a tomada de poder pelo Exército.

As manifestações têm sido recorrentes em Mianmar desde o golpe, inclusive com os maiores protestos de rua vistos no país nos últimos anos. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 18 pessoas morreram em manifestações nesse domingo (28.fev.2021). Mais de 30 ficaram feridas.

O Escritório de Direitos Humanos da organização condenou a violência. Segundo o órgão, “policiais e militares enfrentaram manifestações pacíficas, utilizando força letal”. Eles teriam usado munição real, além de gás lacrimogênio e granada de choque.

Em comunicado, a entidade afirmou que “o povo de Mianmar tem o direito de se reunir pacificamente e exigir a restauração da democracia”. “Esses direitos fundamentais devem ser respeitados pelos militares e policiais, não enfrentando repressão violenta e sangrenta”, defendeu.

O órgão afirmou que, no último mês, mais de 1.000 pessoas foram presas. Muitas delas estão desaparecidas.

Desde o início do golpe de Estado em Mianmar, em 1º de fevereiro, a polícia e as forças de segurança têm como alvo um número cada vez maior de vozes da oposição e manifestantes, prendendo funcionários políticos, ativistas, membros da sociedade civil, jornalistas e médicos”, declarou a organização.

Reiteramos nosso apelo à libertação imediata de todos os detidos arbitrariamente, incluindo membros do governo eleito democraticamente.

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Poder360