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Republicanos tentam mudar regras eleitorais após derrota de Trump

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Republicanos eleitos nos EUA lançaram 165 iniciativas legislativas nas 6 últimas semanas, em 33 Estados, com o intuito de restringir o direito ao voto. O dado é de relatório do Brennan Center for Justice. A maioria das propostas visa a limitar a votação por correio, fórmula para a qual, por ocasião da pandemia, foram feitas instalações em todo o país em 2020.

Propostas de reformas foram apresentadas principalmente em Estados onde Donald Trump perdeu por uma margem mais estreita de votos na eleição presidencial (Arizona, Geórgia e Wisconsin), bem como em territórios especialmente contestados, como Pensilvânia, Flórida e Texas.

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Na Geórgia –onde Trump perdeu por menos de 12.000 votos para Joe Biden, o primeiro democrata a vencer lá desde 1992–, as propostas são especialmente agressivas. “O objetivo deve ser restaurar a confiança em nosso sistema eleitoral para o público”, disse o republicano Barry Fleming, membro da Câmara Baixa do Estado.

Os republicanos propõem, por exemplo, eliminar a possibilidade de votar antecipadamente no fim de semana anterior à eleição. Essa mudança afeta diretamente a tradição da comunidade afro-americana de ir às urnas após a missa de domingo.

“Essa lei nada mais é do que mais uma tentativa de suprimir o voto negro. É racista”, afirmou o bispo Reginald Thomas, da Igreja Episcopal Metodista Africana da Diocese da Geórgia.

Sua igreja, frequentada principalmente por negros, colabora com as tradicionais campanhas que incentivam os paroquianos a votar no domingo.

O fechamento de locais de votação nos Estados do sul nos últimos anos tornou mais difícil para alguns eleitores chegarem às urnas, por isso há voluntários para transportá-los em carros. A votação é secreta, mas muitos recorrem a essas táticas. Os republicanos, por exemplo, o fazem nas áreas mais religiosas, como em localidades da Pensilvânia.

Embora existam medidas que levantam algum consenso, na Geórgia a iniciativa dividiu os conservadores. Nem a contagem de 3 votos, nem a auditoria nem as alegações apresentadas no tribunal mudaram o resultado, nem encontraram evidências da fraude relatada por Trump.

Republicanos moderados negam que há um problema e duvidam que este é o caminho a seguir para recuperar o Estado. A discussão ilustra a divisão interna do partido por trás de Trump.

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Poder360