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Resultados do 1º trimestre nos dão certeza de crescimento, diz presidente da Unidas

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Os resultados do primeiro trimestre do segmento de gestão e terceirização de frota (GTF) e a crescente demanda dão, segundo a Unidas, certeza de crescimento do setor, disse nesta sexta-feira (30) o presidente da companhia, Luís Fernando Porto.

A receita de terceirização de frotas cresceu 35,2% neste trimestre, atingindo o montante de R$ 395,3 milhões. A margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do segmento atingiu o montante de 67,5%.

“Fizemos um trabalho muito forte nos últimos anos. Hoje, esse crescimento é muito forte, sustentável e vindo de todos os canais”, disse Porto, citando as divisões de veículos especiais e o serviço Unidas Livre como operações de bom desempenho.

Na comparação com o segmento rent a car (RAC, sigla em inglês para locação no varejo), o GTF se mostrou mais resiliente, embora o lockdown tenha tido impacto na logística da operação.

2 de 2 — Foto: Divulgação

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Recorde de diárias

Embora o segmento de RAC tenha alcançado recorde no número de diárias — 4,6 milhões—, o presidente executivo da Unidas disse que o setor teve seu crescimento no primeiro trimestre limitado pela falta de veículos e pelas restrições de mobilidade e atividades econômicas em algumas cidades por causa da covid-19.

“Temos restrição do número de carros e, aliados à estratégia, subimos muito a taxa de ocupação. Percebemos que é muito rentável nesse negócio trabalharmos com taxa de ocupação mais alta”, disse Porto, na teleconferência de resultados.

Segundo o executivo, a desaceleração no RAC foi sentida mais no fim do primeiro trimestre, em março, quando a restrição de atividades ficou mais intensa. A queda das operações desse segmento foi de cerca de 15%.

“Mas todos os nossos segmentos de vendas no RAC estão performando melhor do que no ano passado. É uma questão de tempo para que tenhamos mais carro e volte a acelerar. Não é um problema de demanda.”

O executivo diz que os números do segmento devem ser impulsionados no segundo semestre, com o avanço da vacinação e melhoria na entrega das montadoras. Hoje, o tempo estimado é de 90 dias a 120 dias para a maioria dos carros, mas, em alguns modelos, pode chegar a seis meses.

“Temos uma curva crescente de entrega de veículos e acreditamos que vai ser um momento especial, com aeroportos mais ativos e retomada de atividades nas cidades.”

Ainda de acordo com Porto, a Unidas não teve atrasos na entrega de carros nesses primeiros quatro meses, apesar dos longos prazos. Segundo o executivo, esses contratos e o cumprimento das entregas traz segurança para os planos da empresa neste ano. “A frota deve melhorar em nível de crescimento nos próximos trimestres e em renovação”, disse.

A companhia diz que recebeu o número de veículos que estava dentro do orçamento e combinado com locadoras. Neste trimestre, a Unidas investiu R$ 1,1 bilhão em aquisição de novos veículos, o equivalente a 15,9 mil carros. “Manutenção de entregas de carros nos dá tranquilidade para crescer frota”, disse o presidente.

Depreciação

Porto também disse aos analistas que o mercado pode esperar aumento de depreciação nos próximos trimestres, mas que isso não deve impactar a margem das operações da companhia, em especial no segmento de Seminovos.

“Apesar dos preços dos carros usados se manterem altos, queremos e vamos ter um ciclo longo de boa margem nos seminovos. Vai demorar muito para ver margem Ebitda no seminovos próxima de 0% ou 1%”, disse o executivo. No primeiro trimestre deste ano, a margem Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos e depreciação) da categoria chegou a 14,1%, ante uma margem negativa de 0,6%.

O executivo argumenta que a depreciação é a melhor maneira de ser conservador em uma locadora e diz que a Unidas usa a taxa de depreciação para planejar as margens futuras de seminovos e rent a car.

“A cada evolução do aumento dos preços dos carros usados fomos diminuindo a depreciação. Cada canal movimentamos de uma maneira porque a dinâmica é diferente e fazemos isso carro a carro.”

No trimestre, a depreciação por veículo operacional no aluguel e franquias caiu 30,7% para R$ 2 mil e 33,4%, para 2,6 mil, por veículo operacional na gestão e terceirização de frotas.

Fonte: Valor Econômico