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Senadores avaliam levar pedido de impeachment de Araújo ao STF

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Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) estão preparando um pedido de impeachment do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Uma das possibilidades é apontar o cometimento do crime de responsabilidade e levar a peça ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na petição, os parlamentares devem invocar o artigo 102 da Constituição Federal, que diz que compete ao STF processar e julgar ministros de Estado no caso de infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade.

O assunto vem sendo discutido entre os senadores desde domingo, quando surgiu a ideia de coletar as assinaturas para um pedido de impeachment. Segundo a assessoria de imprensa de Randolfe, outra alternativa é protocolar o mesmo pedido na Câmara dos Deputados por meio do Rede Sustentabilidade. A peça ainda está sendo elaborada, no entanto, e não há definição sobre seus termos. O movimento é uma reação aos ataques feitos por Araújo à presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado, Kátia Abreu (PP-TO).

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Ernesto Araújo — Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ernesto Araújo — Foto: José Cruz/Agência Brasil

No domingo, o chanceler usou seu perfil no Twitter para insinuar que a pressão pela sua demissão não passa pelas dificuldades de importação de vacinas contra covid-19, mas por lobby em relação à tecnologia 5G. “Em 4/3 recebi a Senadora Kátia Abreu para almoçar no MRE. Conversa cortês. Pouco ou nada falou de vacinas. No final, à mesa, disse: ‘Ministro, se o senhor fizer um gesto em relação ao 5G, será o rei do Senado’. Não fiz gesto algum. Desconsiderei a sugestão inclusive porque o tema 5G depende do Ministério das Comunicações e do próprio Presidente da República, a quem compete a decisão última na matéria”, escreveu Araújo nas redes sociais.

Em nota, a senadora do Progressistas chamou o chanceler de “marginal” e defendeu abertamente que o ministro seja demitido. “O Brasil não pode mais continuar tendo, perante o mundo, a face de um marginal. Alguém que insiste em viver à margem da boa diplomacia, à margem da verdade dos fatos, à margem do equilíbrio e à margem do respeito às instituições. Alguém que agride gratuitamente e desnecessariamente a Comissão de Relações Exteriores e o Senado Federal”.

Fonte: Valor Econômico