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STF responde a críticas de Bolsonaro e diz que liberdade de expressão deve conviver com respeito às instituições

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O Supremo Tribunal Federal (STF) respondeu, em nota, aos ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro a ministros da Corte, especialmente a Luís Roberto Barroso, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“O STF rejeita posicionamentos que extrapolam a crítica construtiva e questionam indevidamente a idoneidade das juízas e dos juízes da Corte”, diz o texto.

Para a Corte, “a liberdade de expressão, assegurada pela Constituição a qualquer brasileiro, deve conviver com o respeito às instituições e à honra de seus integrantes, como decorrência imediata da harmonia e da independência entre os Poderes”.

Após a nota do Supremo, o TSE também se manifestou. “A Secretaria de Comunicação do Tribunal Superior Eleitoral informa que o ministro Luís Roberto Barroso está num compromisso acadêmico fora do Brasil e pediu para não ser incomodado com mentiras e miudezas.”

Nesta quarta-feira (07), em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, Bolsonaro voltou a criticar a articulação feita por Barroso e outros ministros contra o voto impresso. “A democracia se vê ameaçada por parte de alguns de toga que perderam a noção de onde vai seus deveres e direitos. Quando você vê o ministro Barroso ir ao Parlamento negociar com as lideranças partidárias para que o voto impresso não fosse votado na comissão especial, o que ele quer com isso? Fraude nas eleições”, disse.

O presidente insinuou que o ministro atua por “interesse pessoal” e que ele estava interferindo em outros Poderes. Sem citar nomes, ele acusou Barroso de negociar voto para arquivar processo. “E o STF agora, não o STF, mas um ministro talvez, talvez esteja negociando isso com alguns partidos políticos. ‘Olha, vamos arquivar os teus processos aqui, vamos dar um tempo, e você vota contra o voto impresso’.”

Bolsonaro também voltou a dizer que pode não aceitar o resultado da eleição, caso seja derrotado em 2022. “Eles vão arranjar problemas para o ano que vem. Se esse método continuar aí, sem inclusive a contagem pública, eles vão ter problema, porque algum lado pode não aceitar o resultado. Esse lado obviamente é o nosso lado, pode não aceitar esse resultado.”

Por fim, também criticou posições de outros ministros fazendo ilações contra Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello.

Fonte: Valor Econômico