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Túmulo da Idade do Cobre com 140 joias de âmbar é descoberto na Rússia

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Joias encontradas em túmulo datado por volta do ano 3,4 mil a.C. (Foto: Ministério da Ciência e Ensino Superior da Federação Russa)
Joias encontradas em túmulo datado por volta do ano 3,4 mil a.C. (Foto: Ministério da Ciência e Ensino Superior da Federação Russa)

Pesquisadores encontraram um túmulo datado por volta do ano 3,4 mil a.C. contendo 140 joias de âmbar. A descoberta foi anunciada na quarta-feira (25), pela Associação Europeia de Arqueólogos (EAA), e foi conduzida em um cemitério na Rússia, por especialistas da Universidade Estadual de Petrozavodsk.

O local de enterro foi detectado enquanto os profissionais investigavam antigos assentamentos na costa oeste do Lago Onega, na região da República da Carélia. Um fosso oval estreito chamou atenção da equipe, que identificou que lá havia restos mortais de um indivíduo de alto status.

Ao limparem a sepultura, os pesquisadores tiveram a surpresa de encontrar as joias, as quais modelos similares só haviam sido encontrados anteriormente no Báltico Oriental. Havia vários botões, pingentes e várias joalherias de sílex.

Arqueólogos encontraram 140 joias da Idade do Cobre durante escavações na Rússia (Foto: Ministério da Ciência e Ensino Superior da Federação Russa)
Arqueólogos encontraram 140 joias da Idade do Cobre durante escavações na Rússia (Foto: Ministério da Ciência e Ensino Superior da Federação Russa)

Os botões de âmbar eram costurados em fileiras em uma capa de couro colocada sobre o falecido. As bordas do fosso onde estavam os restos mortais apresentavam decorações de âmbar em duas fileiras. Ao compararem os enfeites com outros do Báltico Oriental, os arqueólogos estimaram que o túmulo era da Idade do Cobre, uma transição entre o Neolítico e a Idade do Bronze.

Uma hipótese dos especialistas é que a sepultura era de um comerciante dos Estados Bálticos Orientais, que chegou à margem oeste do Lago Onega para obter machados em troca de âmbar. A equipe ainda estuda oficinas para a fabricação de ferramentas e machados ao lado do cemitério.

Sítio arqueológico onde foram encontradas as joias de âmbar (Foto: Ministério da Ciência e Ensino Superior da Federação Russa)
Sítio arqueológico onde foram encontradas as joias de âmbar (Foto: Ministério da Ciência e Ensino Superior da Federação Russa)

É, portanto, possível que exista vínculos comerciais entre as pessoas da República da Carélia e os grupos que viviam na costa sul do Mar Báltico, segundo os pesquisadores. A área do Báltico abriga, inclusive, o maior depósito conhecido de âmbar, que data de 44 milhões de anos atrás, durante o Eoceno.

Galileu