política

Zuckerberg diz que Facebook errou ao não remover postagem de milícia

132views
1 de 1 — Foto: George Frey/Bloomberg

— Foto: George Frey/Bloomberg

O Facebook cometeu um erro ao não remover a página de um grupo de milícia no início desta semana que pedia que civis armados entrassem em Kenosha, em Wisconsin, nos Estados Unidos, em meio a protestos violentos após a polícia atirar em Jacob Blake, disse o presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg.

A página “Guarda de Kenosha” violou as políticas do Facebook e foi sinalizada por “um monte de gente”, disse Zuckerberg, em um vídeo postado sexta-feira no Facebook. O gigante da mídia social adotou nas últimas semanas novas diretrizes para remover ou restringir postagens de grupos que representam uma ameaça à segurança pública.

O Facebook retirou a página na quarta-feira, depois que um civil armado supostamente matou duas pessoas e feriu uma terceira na noite de terça-feira, em meio a protestos em Kenosha que se seguiram ao assassinato de Blake, que é negro.

“Foi em grande parte um erro operacional”, disse Zuckerberg. “Os contratantes, os revisores, para quem as reclamações iniciais foram encaminhadas, não, basicamente não perceberam.”

Zuckerberg não se desculpou pelo erro e disse que, até o momento, o Facebook não encontrou nenhuma evidência de que Kyle Rittenhouse, o jovem branco de 17 anos acusado pelo assassinato de terça-feira, estava ciente da página “Guarda de Kenosha” ou do convite postado para membros da milícia armada irem a Kenosha.

O Facebook agora está retirando postagens que elogiam o ataque ou o atirador, disse Zuckerberg. Ainda assim, uma reportagem publicada na quinta-feira pelo jornal “The Guardian” encontrou exemplos de apoio e até mensagens de arrecadação de fundos que ainda estão sendo compartilhadas no Facebook e seu serviço de compartilhamento de fotos, Instagram.

Zuckerberg também comparou o tratamento dispensado a Blake, que foi baleado nas costas pela polícia de Kenosha, ao de Rittenhouse, que carregava um rifle AR-15 perto da polícia sem ser questionado.

“Há uma sensação de que as coisas realmente não estão melhorando no ritmo que deveriam estar, e acho isso muito doloroso, muito desanimador”, disse Zuckerberg.

O presidente-executivo do Facebook também disse que a empresa está trabalhando para melhorar seu desempenho, embora ele não tenha fornecido detalhes. Ele reconheceu que a próxima eleição presidencial apresentaria maiores desafios em torno da polarização do conteúdo.

“Há um risco real e um risco crescente contínuo durante as eleições, durante este período muito sensível, polarizado e altamente carregado”, disse ele.

Fonte: Valor Econômico